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China e Coreia do Sul criticam homenagens ao passado bélico do Japão

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China e Coreia do Sul criticam homenagens ao passado bélico do Japão

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É uma data profundamente simbólica aquela que o Japão assinalou de uma forma que está a gerar controvérsia. Os imperadores Akihito e Michiko participaram na cerimónia dos 68 anos da rendição nipónica, que marcou o fim da Segunda Guerra Mundial. Mas não passou despercebido o facto de o primeiro-ministro liberal-democrata, Shinzo Abe, não ter endereçado qualquer palavra às vítimas que os japoneses fizeram nos países vizinhos. Em vez disso, falou nos sacríficios que o seu povo enfrentou.

Juntando isto à visita de dois ministros do seu governo de direita ao santuário de Yasukuni, onde, entre outros, é prestada homenagem a 14 antigos militares considerados pelo Ocidente como criminosos de guerra, as reações externas não se fizeram esperar. A China e a Coreia do Sul dizem-se indignadas pela deferência demonstrada em relação ao passado bélico japonês. Pequim chamou mesmo o embaixador daquele país para lhe pedir explicações. Uma das figuras que é homenageada em Yasukuni é Hideki Tojo, o primeiro-ministro nipónico na altura em que se deu o ataque Pearl Harbour.