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Noite de recolher obrigatório após dia sangrento

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Noite de recolher obrigatório após dia sangrento

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A noite caiu sobre um dia sangrento, algumas zonas do Cairo ainda estavam em chamas. Quase trezentas pessoas perderam a vida no Egito esta quarta-feira em confrontos entre manifestantes e as autoridades. Quem repetir acampamentos de protesto semelhantes aos que se seguiram ao golpe de Estado de julho pagará caro, o aviso é do ministro do Interior. “Tenho a convicção que depois de ter sido decretado o estado de emergência e do presidente ter mandatado os militares a assistir as forças policiais, em coordenação estreita connosco e as forças armadas, não vamos permitir mais acampamentos de protesto em qualquer zona do país, qualquer que seja o sacrifício”, declarou Mohamed Ibrahim.

A ação das das forças da ordem para acabar com os protestos que já duravam há várias semanas resultou em sangrentos confrontos. Imagens divulgadas pelo exército mostraram alegados rebeldes a utilizar espingardas automáticas, facto não verificado, para já, por jornalistas.

Foi decretado o estado de emergência e o recolher obrigatório noturno no Cairo e noutras 10 províncias, as forças armadas recuperam os poderes de detenção indefinida que tiveram durante os trinta anos da era Hosni Mubarak.

De acordo com fontes oficiais, 235 civis e 43 polícias morreram. Mais de 2 mil pessoas ficaram feridas.

“Todos os feridos que vieram para o hospital de al-Adawiya estavam baleados… Na cabeça, no peito, nos olhos. Não eram cartuchos de calibre reduzido como afirmara, mas sim balas reais”, diz um homem num hospital.

A Irmandade Muçulmana, força política do presidente Mohammed Morsi, deposto pelos militares, e que apelou aos protestos, garante ter havido mais de 2 mil mortos e que a verdadeira extensão do banho de sangue é impossível de verificar face à enorme violência.

  • Cairo ‘War zone’ 14/08/2013

    Anadolu agency


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