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Egito: Sangue volta a correr nas ruas

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Egito: Sangue volta a correr nas ruas

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A Irmandade Muçulmana lançou um apelo ao fim dos protestos desta sexta-feira, mas não desmobiliza. O movimento convocou novas manifestações quotidianas, a partir deste sábado.

Pelo menos 70 pessoas perderam a vida nos confrontos esta sexta-feira nas ruas do Cairo. Os números são das agência de informação. O governo egípcio divulgou, por seu turno, uma nota em que revela 17 mortos e 182 feridos.

Por toda a cidade houve confrontos entre apoiantes da Irmandade Muçulmana e apoiantes do governo interino.

O exército pediu o respeito pelo recolher obrigatório e, uma hora depois, a Irmandade Muçulmana pedia aos seus apoiantes para abandonarem as ruas, com a promessa de voltarem.

Os principais pontos de confrontos foram a praça Ramsés, a Ponte 15 de maio e ainda o bairro de Chobra. Muitos civis utilizaram armas de fogo.

Registaram-se confrontos em diversas outras cidades de norte a sul do Egito, como Alexandria, Ismailyia, Damietta, Garbiya, Fayoum e Sohag, com um balanço de cerca de uma dúzia de mortos.

Ao final do dia, a presidência egípcia anunciou, para este sábado, uma conferência de imprensa, onde diz que vai esclarecer a situação do país.

No exterior, as críticas ao governo e ao uso da força contra os civis sucedem-se. A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton responsabilizou diretamente o governo do Cairo pelos acontecimentos no país.