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Feridas abertas um ano após o massacre de Marikana

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Feridas abertas um ano após o massacre de Marikana

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Passou um ano sobre o massacre na mina de Marikana, na África do Sul, e a cerimónia, realizada esta sexta-feira, pôs em evidência as feridas ainda por sarar no país.

No último momento, o governo e o sindicato ligado ao ANC, o partido do presidente Jacob Zuma, decidiram não participar para não criar mais polémica e violência.

Por entre cânticos e orações, milhares de pessoas ouviram o presidente da União de Igrejas sul-africanas, o bispo Johannes Seoka, deixar um apelo à unidade: “Não podemos pedir paz onde não há justiça. Não devemos esquecer que a morte dos camaradas não nos deve dividir, mas unir-nos enquanto trabalhadores”.

Um ano depois, os resultados do inquérito do governo tardam a ser conhecidos e um mineiro afirma: “É devastador o que a polícia fez, matar os nossos irmãos que pediam salários decentes à empresa. É triste e preocupante e não devemos esquecê-los, porque as suas famílias ainda sofrem e ainda não sabemos nada”.

As cerimónias decorreram no local exacto onde há precisamente um ano a polícia matou 34 mineiros que, juntamente com centenas de outros, reivindicavam, há várias semanas, melhores salários.

Um ano depois, o presidente da Lonmin, o grupo britânico que explora a mina de platina, pediu perdão.