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Fisco francês "ataca" Falcao e João Moutinho

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Fisco francês "ataca" Falcao e João Moutinho

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Radamel Falcao, João Moutinho e Ricardo Carvalho não deverão estar muito contentes com a provável redução em cerca de 50 por cento que vão sofrer nos contratos milionários que assinaram em maio passado com o AS Monaco. O governo gaulês impôs ao clube monegasco a mudança da sede fiscal para fora do principado até junho de 2014 para dessa forma ficar em pé de igualdade contributiva com todos os outros clubes do país. E essa alteração estará a deixar apreensivas as maiores e mais bem pagas estrelas do clube.

Notícias em Espanha, neste domingo, davam conta de que Falcao pretenderia deixar de imediato o Monaco e já teria sido, inclusive, oferecido ao Real Madrid, que teria declinado para já a contratação por estar ainda a tentar negociar o galês Gareth Bale. O colombiano, entretanto, já desmentiu que esteja a ponderar abanadonar o emblema do principado. O próprio AS Monaco, através da conta oficial do clube no Twitter, também já havia desmentido antes a alegada saída do colombiano antes do fecho do mercado de transferências.

O que está em causa é que o principado do Mónaco beneficia de um regime fiscal independente de França e que, no caso do futebol, permite aos jogadores estrangeiros cujo clube alio esteja sediado fiscalmente de usufruírem de taxas fiscais muito reduzidas face aos valores que são descontados aos profissionais de outros clubes cuja sede fiscal se situe em território francês. Este regime permite, por exemplo, a Falcao receber praticamente por inteiro os cerca de 14 milhões de euros de salário anual que negociou com o AS Monaco. Se o clube não alterar a sede fiscal para fora do principado até junho do próximo ano corre o risco de ser proibido de participar na Liga gaulesa em 2014/15.

Propriedqde de um grupo económico liderado pelo bilionário russo Dmitri Rybolovlev, desde dezembro de 2011, o AS Monaco apostou forte no regresso ao primeiro escalão do futebol francês e, uma vez alcançada a promoção para esta época, o magnata abriu a carteira e partiu em busca de uma equipa de sonho, na qual desde maio já investiu mais de 140 milhões de euros só em contratações, tornando-se no rei do mercado deste defeso até ver. Os reforços mais caros dos monegascos foram Falcao (60 milhões, Atlético de Madrid), João Moutinho (25 milhões, FC Porto) e James Rodriguez (45 milhões, FC Porto).

A imposição fiscal do governo francês ao AS Monaco terá refreado o ímpeto negocial de Dmitri Rybolovlev, cujas últimas investidas no mercado internacional foram mais comedidas – nomeadamente a tentativa de contratar o guarda-redes do Sporting, Rui Patrício, ou o médio Fernando, do FC Porto, o qual o treinador Claudio Ranieiri já considerou muito caro apesar do interesse confirmado.

Além de Falcao, João Moutinho e James Rodriguez, contratados a peso de ouro, chegaram ao AS Monaco os mediáticos defesas Ricardo Carvalho (ex-Real Madrid) e Eric Abídal (ex-Barcelona), ambos a custo zero, mas com uma folha salarial igualmente generosa. E todos estarão, agora, apreensivos com o que se irá passar com a sede fiscal do clube monegasco.

O AS Monaco, entretanto, venceu este domingo o segundo jogo consecutivo na Liga francesa. Com mais um golo de Radamel Falcao, o segundo na Ligue 1, e uma vez mais sem a participação de Moutinho, por lesão, mas com Ricardo Carvalho no onze, nesta segunda jornada os monegascos receberam e venceram o Montpellier, por 4-1, com um hat-trick do francês Emmanuel Rivière, avançado contratado em janeiro passado ao Toulouse, por 4 milhões de euros, e que está para já a assumir-se como a grande estrela do emblema do principado.

Com o triunfo, o AS Monaco segue integrado no quarteto que lidera o campeonato gaulês, ao lado do Olympique de Lyon, de Miguel Lopes (venceu o Troyes, por 3-1); o Saint Ettiene (venceu o Guingamp, por 1-0); e o Marselha (derrotou o Evian, por 2-0).