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Usain Bolt repete duplo título mundial dos 100 e 200 metros

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Usain Bolt repete duplo título mundial dos 100 e 200 metros

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Usain Bolt repetiu o duplo título de há dois anos, na Coreia do sul, e nos Mundiais de Atletismo de Moscovo, que encerram este domingo, o jamaicano voltou a juntar o título dos 200 metros ao dos 100, que conquistou há uma semana nesta mesma pista do Estádio de Luzhniki. Desta vez, porém, sem qualquer recorde do Mundo.

Numa corrida sem grande história, o jamaicano de 26 anos, que sonha um dia jogar futebol no Manchester United, dominou e venceu a final dos 200 metros com a melhor marca pessoal do ano na distância: 19s61 centésimos. A medalha de prata foi para o copmpatriota Warren Hair, que fixou novo maximo pessoal nos 19s79, e o bronze coube ao norte-americano Curtis Mitchell (20s04). O recorde dos 200 metros mantém-se nos 19s19, pertence ao inevitável Usain bolt e foi fixado nos mundiais de há quatro anos, em Berlim.

Na final dos 100 metros obstáculos, medalha de ouro para a detentora da melhor marca do ano (12s26), a norte-americana Brianna Rollins, que desta feita se ficou pelos 12s44 centésimos. A prata foi para a asutraliana Sally Pearson (12s50) e bronze para britânica Tifany Porter (12s55). O recorde do Mundo da distância pertence à búlgara Yolanda Donkova e foi fixado em agosto de 1998 nos 12s21 centésimos.

Na maratona, pleno africano no pódio. Com o português Hermano Ferreira a desistir ainda antes do meio da corrida, depois de tropeçar numa sarjeta, a vitória sorriu a Stephen Kiprotich, do Uganda, com 2h09m51s. A prata e o bronze foram para a Etiópia, respetivamente, nos peitos do detentor da melhor marca do ano (2h04m45s), Lelisa Desisa, que desta feita fez demorou mais 21 segundos do que o novo campeão; e no de Tadese Tola. O recorde do Mundo da maratona continua a pertencer ao queniano Patrick Makau Musyoki , é 2h03m38s e foi batido setembro de 2011.

Nos 5000 metros femininos, vitória para a também etíope Meseret Defar, com 14m, 50s19 centésimos. Na segunda posição ficou a queniana Mercy Cherono (15m51s22) e o bronze foi para outra etíope, Almaz Ayana (14m51s33). O recorde do mundo (14m11s15) e a melhor marca do ano (14m23s68) dos 5000 metros femininos pertencem ambos à etíope Tirunesh Dibaba. O primeiro foi batido em junho de 2008 e o segundo em junho passado.

No salto em altura feminino, a medalha de ouro ficou em casa, com a russa Svetlana Shkolina a fixar nova melhor marca pessoal nos 2,03 metros. A prata foi para a detentira da melhor marca do ano (2,04m), a norte-americana Brigetta Barret, que em Moscovo se fuicou pelos 2 metros, e o bronze foi para a espanhola Ruth Beitia, com 1,97m. O recorde do mundo do salto em altura feminino continua, assim, há 25 anos na posse da búlgara Stefka Kostadinova, com 2,09 metros.

Na estafeta 4×400 metros femininos, novo triunfo russo. E aqui uma surpresa, com os Estados Unidos, campeão em título, a não conseguirem repetir o ouro dos últimos campeonatos e ficarem-se pela prata (3m20s41). O quarteto russo, por seu turno, fixou nova melhor marca do ano na distância: 3m20s19. O bronze foi para a Grã-Bretanha (3m22s61). O recorde do mundo da estafeta 4×100 femininos ainda mantém o registo de pertencer à extinta União Soviética, é de 3m15s17 centésimos e foi batido em outubro de 1988.

No lançamento do dardo masculino, por fim, a Rússia até partia como favorita através de Dmitri Tarabin, detentor da melhor marca do ano (88,84 metros), mas teve de se contentar com o bronze, que premiou a marca de 86,23 metros ontem registada pelo atleta russo. A vitória sorriu ao checo Vitezslav Vesely, com um lançamento de 87,17 metros. A escassos 10 centímetros ficou o finlandês Tero Pitkämäki, que assim garantiu a medalha de prata. O recorde do Mundo do lançamento do dardo pertence ao também checo Jan Zelezny, é de 98,48 metros e foi batido em 1996.

Portugal, por fim, com o quarto lugar de João Vieira nos 20km marcha masculinos a ser a melhor classificação em Moscovo, encerram os Mundiais de Atletismo no 38.° lugar do ranking, o pior registo de sempre das cores nacionais.