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Bolt e Fraser-Pryce com adeus de "ouro" a Moscovo

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Bolt e Fraser-Pryce com adeus de "ouro" a Moscovo

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Usain Bolt e Shelly-Ann Fraser-Pryce conduziram ontem a Jamaica, através das respetivas finais das estafetas de 4×100 metros, à marca de seis medalhas de ouro, no derradeiro dia dos Mundiais de Atletismo de Moscovo. Os dois foram os eleitos para encerrar cada uma das finais. No caso do quarteto liderado por Bolt, a Jamaica juntou à medalha de ouro um novo melhor máximo do ano na categoria: 37,36 segundos. Nas senhoras, uma ponta final “supersónica” de Fraser-Pryce pulverizou as aspirações da concorrência e ajudou a fixar um novo recorde dos campeonatos em 41,29 segundos, igualmente, nova melhor marca do ano.

A completar os pódios, na prova masculina ficaram os Estados Unidos (37,66 segundos) e o Canadá (37,92 segundos), com a Grã-Bretanha a ser desqualificada da medalha de bronze devido a um erro numa das passagens de testemunho. Na final feminina, medalha de prata para os Estados Unidos (42,73 segundos), que beneficiaram da desqualificação das francesas devido a uma reclamação da Grã-Bretanha, que viria a ficar com o bronze (42,87 segundos).

O recorde do Mundo na estafeta de 4×100 metros masculinos pertence à Jamaica, é de 36,84 segundos e foi batido em agosto de 2012 por um quarteto onde figuravam Usian Bolt e Yohan Blake. Na estafeta feminina, o recorde do Mundo pertence aos Estados Unidos, é de 40,82 segundos e foi batido em agosto de 2012, nas Olimpíadas de Londres.

Em termos individuais, os 4×100 metros representou para Usain Bolt a oitava medalha de ouro em Mundiais de Atletismo, a terceira conseguida em Moscovo depois dos 100 e 200 metros.

Na final do lançamento do dardo feminino, medalha de ouro para a alemã Christina Obergföll, a atingir os 69,05 metros. A prata premiou os 66,60 metros alcançados pela australiana Kimberley Mickle e o bronze foi para a russa campeão olímpica Maria Abakumova (65,09 metros).

O recorde do Mundo no lançamento do dardo feminino pertence à checa Barbora Spotáková, é de 72,28 metros e foi batido em setembro de 2008. A melhor marca do ano pertence a Abakumova e é de 69,34 metros, marca fixada em julho.

A queniana Eunice Jepkoech Sum, por seu turno, impôs-se na final dos 800 metros femininos com o tempo de 1m57s38 centésimos, relegando a campeã olímpica, a russa Maria Savinova, para a medalha de prata (1m57s80). A norte-americana Brenda Martinez (1m57s91) fechou o pódio.

O recorde do Mundo dos 800 metros femininos pertence a Jarmila Kratochvílová, da antiga Checoslováquia, é de 1m53s28 centésimos e foi batido em julho de 1983. A melhor marca do ano é de Francine Niyon, do Burundi, foi fixada em junho em 1m56s72.

Sem surpresa, o campeão olímpico e mundial dos 1500 metros revalidou o título em Moscovo. O queniano Asbel Kiprot, também o atual detentor da melhor marca do ano (3m27s72), cumpriu desta feita a distância em 3m36s28 centésimos, com o norte-americano Matthew Centrowitz quase a conseguir a surpresa, mas a quedar-se pela prata (3m36s78). O bronze foi para o sul-africano Johan Cronje (3m36s83).

O recorde do Mundo dos 1500 metros pertence ao marroquino Hicham el Guerrouj, é de 3min26s e foi fixado em julho de 1998.

Na final do triplo salto, triunfo brilhante para o francês Teddy Tamgho, que conseguiu a terceira melhor marca da história ao atingir os 18,04 metros, a nova melhor marca do ano, que valeu merecidamente o ouro ao gaulês. A medalha de prata foi para o cubano Pedro Pablo Pichardo, de 20 anos (17,68 metros), e o bronze foi para o norte-americano Will Clay, que conseguiu novo máximo pessoal na temporada (17,52 metros).

O recorde do mundo do triplo salto pertence ao britânico Jonathan Edwards, foi batido em agosto de 1995, nos mundiais de Estocolmo, e fixado nos 18,29 metros.

Sem qualquer recorde do Mundo batido este ano e Portugal a não ir além de um quarto lugar nos 20km marcha masculinos, a tabela geral das medalhas nestes Mundiais de Moscovo sorriu à equipa da casa, com 7 medalhas de ouro, num total de 17 (4 de prata e 6 de bronze). Os Estados Unidos e a Jamaica terminaram cada com 6 medalhas de ouro, mas os norte-americanos somaram um total de 25 medalhas (13 de prata e outras 6 de bronze), enquanto a Jamaica chegou apenas às 9 (2 de prata e 1 de bronze).