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Exército não cede após violência no Cairo

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Exército não cede após violência no Cairo

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A calma relativa nas ruas do Cairo não esconde as marcas da violência que fez mais de 800 mortos na capital egípcia na última semana.

O estado de emergência e o recolher obrigatório noturno continuam em vigor e o Exército mantêm-se inflexível face aos islamitas.

O governo anunciou que as mesquitas estarão fechadas fora das horas de oração.

Um residente do Cairo diz que a situação atual é “confusa. Ninguém quer ouvir o lado oposto, nem quer saber o que os outros têm a dizer. Ninguém toma a opinião dos restantes em consideração. Ninguém tem a solução completa; a solução final exige que todos deem ouvidos [aos que se encontram do lado oposto] e que tomem as suas opiniões em consideração, de forma séria”.

Ontem, pela primeira vez desde os episódios sangrentos da última semana, o chefe do Exército e novo homem forte do país exprimiu-se na televisão, perante centenas de oficiais.

Abdel Fattah al-Sissi prometeu aos islamitas que optarem pela violência, uma resposta “das mais energéticas”.

O general sublinhou também que “o Exército e a Polícia são atualmente os guardiões da vontade do povo, no que diz respeito à escolha de quem vão ser os seus líderes”.

A Irmandade Muçulmana e os apoiantes do presidente deposto, Mohammed Morsi, tinham apelado no sábado a uma nova semana de manifestações, mas a grande maioria dos protestos foram entretanto anulados, alegando “razões de segurança”.