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Alemanha: Autoridades acusadas de incompetência em investigação sobre neonazis

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Alemanha: Autoridades acusadas de incompetência em investigação sobre neonazis

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Arrastou-se ao longo de mais de uma década a investigação que denúncia um “falhanço massivo das autoridades” alemãs. As palavras são do presidente da Comissão de Inquérito parlamentar encarregue de apurar as circunstâncias dos assassinatos racistas cometidos pelo grupo terrorista neonazi “Clandestinidade Nacional-socialista”.

O relatório de mais de 1300 páginas divulgado esta quinta-feira enuncia os erros que permitiram que entre 1998 e 2001, um grupo de três elementos matasse nove pessoas de origem grega e turca e uma polícia. Durante esse período realizaram também roubos em várias partes da Alemanha.

“Temos de mentalizar as nossas forças, principalmente a polícia, a pensar de maneira diferente, de forma mais intercultural, fora dos preconceitos convencionais. Temos de consegui-lo com treino”, disse Wolfgang Wieland, da Comissão de Inquérito.

O relatório revela a necessidade de reformar a atuação da polícia, a justiça e os serviços de inteligência do país.

Durante anos as autoridades atribuíram os crimes do grupo terrorista a ajustes de contas entre estrangeiros. Só em 2011 é que se descobriu a existência da célula neonazi quando dois homens se suicidaram rodeados pela polícia depois de assaltarem um banco.

Beate Zschäpe, a única mulher do grupo entregou-se às autoridades depois de fazer explodir a casa onde conviveu com o trio.

Em Berlim, o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Ahmet Davutoglu, elogiou a “investigação firme” dos assassinatos.