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Libertação de Hosni Mubarak divide Egito e ressuscita velhos fantasmas

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Libertação de Hosni Mubarak divide Egito e ressuscita velhos fantasmas

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Hosni Mubarak saiu esta quinta-feira da prisão de Tora, no Cairo, e foi transferido para um hospital militar em regime de “prisão domiciliária”.

A libertação do ex-presidente de 85 anos, derrubado pela revolta popular do início de 2011, foi ordenada pela justiça, depois do abandono das acusações de corrupção que justificavam a detenção em Tora.

Os apoiantes do antigo ditador desdobraram-se em manifestações de júbilo, invocando a paz nacional. É esse o caso de Ahmed Mohamed Abdelaziz: “Estamos muito contentes com a libertação do Presidente. Este homem nunca nos fez mal e vivemos em paz enquanto esteve no poder. Agora sabemos o que vale.”

O antigo ditador parece regressar às luzes da ribalta e dividir as opiniões dos egípcios. Os opositores deixam antever reações inflamadas, pelo menos a avaliar pelas palavras de Waleed Al Masri, fundador do movimento Tamarud: ‘‘Como é que ele pode ser libertado depois do assassinato de revolucionários, depois de todos os egípcios e o mundo inteiro testemunharem a morte dos revolucionários na televisão. Como é que isto é possível mesmo com tantas provas?’‘

As manifestações de contestação já saíram a rua e multiplicam-se. Mubarak vai permanecer em “prisão domiciliária”, como explicou o governo instituído pelo Exército, que depôs a 3 de julho o mais recente presidente islamita, Mohamed Morsi, primeiro chefe de Estado democraticamente eleito do Egito.