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Um voluntário de cara tapada

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Um voluntário de cara tapada

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Esta estranha indumentária identifica um homem que, numa estação de Metro de Tóquio, voluntariamente, presta serviços simples, mas de grande utilidade.

Sobretudo, em locais onde não há escadas rolantes.

Por exemplo, ele pode ajudar uma jovem mãe, transportando-lhe o carro de bébé.

Não cobra um centavo por isto. Tudo se resume a um gesto de boa vontade.

Mas no Japão, por norma, desconfia-se de tanta amabilidade e às vezes até a recusam:

“O povo japonês difilmente aceita ajuda, porque não gosta de ficar a dever favores a alguém. Por isso, esta máscara ajuda-me”, diz.

Mas presta também serviços mais leves, como por exemplo, deixar-se fotografar, pelos mais incrédulos, ou por turistas curiosos.

Não está ainda satisfeito. O serviço não é completo e ele quer alargar a oferta:

“Eu faço isto apenas, durante duas horas, por dia, porque trabalho por turnos. Por isso, quero formar uma equipa de voluntários, para fazer este serviço, durante todo o dia”.

Pode ser que tenha sorte.

Cumprida a missão de boa vontade, abandona o local, até ao emprego, onde só trabalha… porque lhe pagam.