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Grécia: Mobilização anti-austeridade no setor da saúde

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Grécia: Mobilização anti-austeridade no setor da saúde

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Munidos de cartazes e em tom afinado contra o tratamento da saúde como uma mercadoria, centenas de médicos , enfermeiros e funcionários do setor desfilaram em protesto pelas ruas de Atenas.

Os utentes juntaram-se ao manifesto em frente ao ministério da Saúde e fizeram-se ouvir bem alto contra o encerramento de hospitais e o aumento do preço dos medicamentos.

“Sofro de epilepsia e até há cinco, seis meses atrás os meus medicamentos – que necessito desde que nasci até à minha morte – eram gratuitos. Agora tenho de pagar 25% do valor estipulado”, denuncia Michalis Laladaki, desempregado e utente.

Os profissionais de saúde contestam o regime de mobilidade em que se encontram e no qual dispõem de apenas oito meses para encontrar novo trabalho.

O médico Spiros Papakostantinou descreve o ambiente de tensão que se vive: “Estamos em luta para que as pessoas tenham acesso aos hospitais, para que não se percam camas, para que nenhum hospital feche portas. Também lutamos pelos nossos empregos, por condições melhores nos hospitais públicos e assitência médica gratuita para todos.”

Os funcionários do setor da saúde fazem parte dos mais de 12 mil funcionários públicos sob o regime de mobilidade, a par de polícias e professores. A redução de pessoal é condição fundamental para que Atenas continue a receber ajuda externa.