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Inundações atingem níveis históricos no Extremo Oriente russo

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Inundações atingem níveis históricos no Extremo Oriente russo

Inundações atingem níveis históricos no Extremo Oriente russo
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As inundações no Extremo Oriente russo estão a bater recordes. O rio Amur galgou as margens e mais de 24 mil pessoas foram retiradas de casa. A cidade de Khabarovsk é uma das mais afetadas com a subida das águas a atingir níveis sem precedentes desde que há registo, ou seja, há 118 anos. Os habitantes lutam como podem. “Acabei de ir à loja comprar botas de borracha, mas já não servem para nada”, comenta um residente.

Até agora, os sacos de areia serviram para criar dez quilómetros de barreiras para estancar a água. O problema é que os serviços de meteorologia da região alertam que o pior ainda está para vir. Denis Ilyinov, dos serviços de emergência da região, declarou: “Os especialistas esperam que o pico das inundações seja a 25 de agosto. Isso não significa que os níveis comecem a baixar porque vão estabilizar por uns tempos e só depois começarão a baixar”.

Desde fins de julho, as chuvas torrenciais não têm dado tréguas ao Extremo Oriente russo, fazendo transbordar o rio Amur, na fronteira com a China. Cerca de 6500 casas e meia centena de pontes ficaram submersas. O Governo estima que a agricultura regional tenha sofrido perdas na ordem dos 200 milhões de euros e que 575 mil hectares de terras cultivadas tenham ficado destruídas.