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Regime sírio e Irão acusam rebeldes de usar armas químicas

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Regime sírio e Irão acusam rebeldes de usar armas químicas

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Agora, é o regime sírio quem acusa os rebeldes de terem utilizado armas químicas. A televisão estatal anunciou, este sábado, que os soldados inalaram gás tóxico nos combates no bairro de Jobar, na periferia de Damasco. Também o principal aliado regional de Bashar al-Assad, o Irão, avançou ter “provas” da utilização de armas químicas pelos rebeldes e alertou para o perigo de qualquer intervenção militar contra Damasco. O presidente iraniano, Hassan Rohani, já tinha evocado a utilização de armas químicas na Síria, mas sem ter acusado ninguém diretamente.

Em causa, a ofensiva na madrugada de quarta-feira na periferia de Damasco que fez entre 170 a 1300 mortos. Com o apoio de imagens, a oposição acusou o regime de ter usado agentes tóxicos. A diplomacia francesa fala em “massacre químico” e a Grã-Bretanha de “ataque químico”. Ambos os países apontam o dedo a Bashar al-Assad.

Este sábado, chegou a Damasco a alta representante da ONU para os assuntos de desarmamento. Angela Kane vai tentar obter a autorização do regime para que os peritos possam deslocar-se aos locais dos ataques. A equipa de inspetores chegou à capital há uma semana para investigar ofensivas anteriores mas, entretanto, ocorreu o ataque de quarta-feira.

Na noite de sexta para sábado, os Estados Unidos anunciaram o envio de meios militares para a região, um ano depois de Barack Obama ter avisado a Síria que a utilização de armas químicas seria ultrapassar “a linha vermelha”. A edição de hoje do New York Times aponta que mesmo sem mandato da ONU os americanos podem intervir, evocando uma “situação de emergência humanitária”, como aconteceu no Kosovo no final dos anos 90.