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Tensões sectárias ensombram dia de luto no Líbano

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Tensões sectárias ensombram dia de luto no Líbano

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O dia foi de luto no Líbano, depois do duplo atentado na cidade de Tripoli, no norte do país, na sexta-feira. Os funerais das dezenas de vítimas foram ensombrados pelos receios de nova guerra sectária, num país profundamente dividido quanto ao conflito na Síria vizinha. O Líbano tem assistido a uma escalada de violência entre a maioria sunita, que apoia os rebeldes sírios, e a minoria xiita alauita, aliada do presidente sírio Bashar al-Assad e representada pelo Hezbollah.

O primeiro-ministro libanês cessante, Najib Mikati, apelou à união: “Estamos convictos que os incidentes na periferia de Beirute e de Tripoli foram cometidos pela mesma mão. Não estamos a apelar à reconciliação nem a acusar ninguém. O que precisamos de fazer é unirmo-nos para preencher qualquer vazio que possa surgir.”

O ataque de sexta-feira foi o mais mortífero desde o fim da guerra civil no Líbano, em 1990. As explosões visaram mesquitas sunitas, uma semana depois de um ataque ao bastião xiita do Hezbollah em Beirute. Os ataques nas duas cidades foram perpetrados com carros armadilhados. Face à ameaça da violência sectária, as autoridades reforçaram o dispositivo de segurança em Tripoli junto a mesquitas, edifícios públicos, residências de deputados e líderes religiosos.