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Síria: Comunidade internacional à espera de provas

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Síria: Comunidade internacional à espera de provas

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O regime sírio deu luz verde, este domingo, aos inspetores da ONU para se deslocarem ao local onde terá ocorrido um alegado ataque químico. Até agora, nenhum observador independente pôde deslocar-se à zona. Por outro lado, prossegue a guerra de propaganda. Acossado pelas acusações de “ataque químico”, o regime de Bashar al-Assad diz que descobriu armas químicas em túneis usados pelos rebeldes em Jobar, na periferia de Damasco. Um homem explica que os soldados tiveram dificuldades em respirar, tinham as amígdalas inchadas e os olhos a arder. “Depois de os analisarmos, verificámos uma contração nas pupilas e o abrandamento do ritmo cardíaco”, descreve.

O discurso não convence. O presidente francês, François Hollande, falou em evidências de um ataque químico e apontou o dedo ao regime. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente norte-americano, Barack Obama, prometeram uma resposta contundente se se provar o uso de armas químicas pelo Governo de Bashar al-Assad.

Quem não precisa de provas é o grupo jihadista Al-Nosra, ligado à al-Qaeda, que prometeu vingar-se e atacar as aldeias alauitas (a comunidade à qual pertence o Presidente sírio).

O Pentágono estará a reposicionar forças no Mediterrâneo. O secretário da Defesa norte-americano, Chuck Hagel, não excluiu a possibilidade de uma intervenção militar: “O Presidente Obama pediu ao Departamento de Defesa para preparar planos para todas as contingências, algo que já fizemos. Estamos preparados para todas as possibilidades se ele decidir avançar com uma delas”.

Barack Obama não quer avançar sem provas. Ainda presente nas memórias de todos estão as armas de destruição maciça que Sadam Hussein não tinha. No caso de intervenção militar, face ao quase certo veto da China e da Rússia para um ataque mandatado pelas Nações Unidas, resta a possibilidade de convencer os parceiros da NATO, invocando uma situação de emergência, como aconteceu no Kosovo em 1999. Nos próximos dias, uma reunião juntará na Jordânia os chefes militares de dez países.