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Bolsas afundam com receios de intervenção militar na Síria

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Bolsas afundam com receios de intervenção militar na Síria

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Dia de fortes quedas nas bolsas, com a perspetiva crescente de uma intervenção militar internacional na Síria.

As bolsas europeias registaram a pior sessão em dois meses, seguindo a tendência negativa dos índices asiáticos e do Médio Oriente.

Istambul recua 4,73%. Atenas cede cerca de 4% e Madrid quase três. Paris e Frankfurt mais de dois. Lisboa recua 2%, penalizada por todos os títulos, a começar pelo setor bancário e o grupo Sonae

Stefan Scharfetter, corretor do Baader Bank, explica que os investidores querem por a salvo os ganhos realizados: “Se houver uma guerra, haverá cortes no abastecimento de petróleo e não se sabe que países podem ser arrastados para o conflito, talvez os israelitas e os iranianos. Sabemos o que isso significa graças à crise petrolífera e às guerras regionais nos últimos anos e décadas. Por isso, não é um bom sinal e as pessoas estão a vender ações”.

O euro e a moeda japonesa mantiveram-se estáveis. Mas a lira turca e a rupia indiana atingem novos mínimos históricos face ao dólar.

Já matérias-primas registam fortes ganhos. O petróleo ganha mais de 3%. Em Londres, o Barril de Brent supera os 114 dólares. A onça de oura ultrapassa 1410 dólares.