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Kerry diz que uso de armas químicas na Síria é "incontestável"

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Kerry diz que uso de armas químicas na Síria é "incontestável"

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Os Estados Unidos consideram que existem provas “incontestáveis” do uso de armas químicas na Síria. A afirmação foi feita pelo secretário de Estado, John Kerry, que acusou o regime sírio de tentar esconder o incidente da semana passada na periferia de Damasco.

Num tom duro, o chefe da diplomacia norte-americana afirmou que “o massacre indiscriminado de civis, mulheres, crianças e inocentes, com recurso a armas químicas é uma obscenidade moral. É imperdoável e, apesar das desculpas e equívocos que alguns fabricaram, é incontestável”.

As declarações de Kerry poderão ser uma forma de preparar o terreno para uma ação militar dos Estados Unidos, contestada pela Rússia, aliada do regime de Bashar al-Assad.

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros acusa Washington de querer agir sem provas, contornando o Conselho de Segurança da ONU.

Serguei Lavrov defende que “mesmo pondo de lado o aspeto legal e moral, uma intervenção externa, não aprovada pela comunidade internacional, terá como consequência concreta o risco de piorar a situação no país”.

Em entrevista a um jornal russo, o presidente sírio voltou a desmentir o uso de armas químicas e disse que uma eventual intervenção militar norte-americana será um falhanço.

No terreno, a equipa de inspetores das Nações Unidas concluiu o primeiro dia de investigações no local do suposto ataque com armas químicas. A missão da ONU foi visada por francoatiradores, numa ação que não fez feridos e que o regime atribuiu, sem surpresas, aos rebeldes sírios.