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Paris e Londres determinados em "punir" Damasco

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Paris e Londres determinados em "punir" Damasco

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A intervenção militar na Síria pode ser decidida nos próximos dias. A garantia foi dada por François Hollande na conferência anual de embaixadores franceses no Palácio do Eliseu, em Paris. O presidente francês defendeu que o país está preparado para “punir” os autores do que classificou como “massacre químico”, numa alusão ao ataque com armas químicas de 21 de agosto, que fez centenas de mortos e foi atribuído ao regime de Bashar al-Assad.

“O massacre químico de Damasco não pode ficar sem resposta. França está preparada para punir os que tomaram a decisão infame de “gasear” inocentes. Por outro lado, estamos determinados em aumentar o nosso apoio militar à oposição síria, no contexto dos nossos compromissos europeus”, declarou Hollande.

O primeiro-ministro britânico encurtou as férias e regressou a Downing Street. David Cameron declarou que uma ação militar contra o regime de Bashar al-Assad deverá ter alvos concretos para evitar a propagação do conflito na região. Por outro lado, sublinhou a urgência em travar o uso de armas químicas. “Compreendo as preocupações das pessoas quanto a envolvermo-nos em guerras no Médio Oriente e sermos arrastados para a situação na Síria. Só que não se trata apenas de guerras no Médio Oriente ou do conflito sírio. Trata-se de armas químicas e de nos assegurarmos que impedimos o seu uso e cenas terríveis como as que todos vimos na televisão”, disse.

David Cameron anunciou, ainda, que vai convocar uma sessão do Parlamento para quinta-feira para uma votação “sobre a resposta do Reino Unido aos ataques com armas químicas” na Síria.