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Síria: Guerra diplomática e civil

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Síria: Guerra diplomática e civil

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Os inspectores das Nações Unidas que estão na Síria, mesmo depois de terem sido alvo de disparos de atiradores furtivos, recolheram amostras biológicas de vítimas do alegado ataque de armas na periferia de Damasco.
Os 20 peritos visitaram dois hospitais e o local onde na quarta-feira passada morreram mais de mil pessoas.

A comunidade internacional aguarda as conclusões do relatório dos inspetores da ONU para tomar uma decisão sobre uma possível ação militar na Síria. Mas a Rússia continua defender que qualquer intervenção será um erro, mesmo com todas as pressões do Ocidente. Ainda esta segunda-feira, Vladimir Putin teve que interromper uma reunião que estava a ser transmitida em direto para atender uma chamada do primeiro-ministro inglês, David Cameron.

Nos Estados Unidos já existem poucas dúvidas sobre o uso de armas químicas na Síria, mas de qualquer forma, o secretário de Estado norte-americano, Jonh Kerry defendeu que para além disso é necessário lembram toda a guerra civil e o sofrimento provocado por este conflito. E que “têm sido usadas em larga escala e de forma indiscriminada armas que o mundo civilizado já tinha decidido nunca mais usar- e esta é uma convicção partilhada mesmo pelos países que não querem a intervenção.”

E nas últimas horas repetem-se os confrontos em várias cidades da Síria.
Há informações que garantem que as forças rebeldes assumiram nesta segunda-feira o controlo de uma cidade estratégica no norte do país tendo conseguido cortar a única rota de abastecimento das tropas governamentais a partir da cidade de Aleppo.

Além disso, o número de vítimas mortais não pára de aumentar, cerca de 100 mil desde o início do conflito, bem como o número de refugiados, que nesta altura já chega perto dos 3 milhões de pessoas.