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Kiev lança aviso a Moscovo quanto a acordo com Bruxelas

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Kiev lança aviso a Moscovo quanto a acordo com Bruxelas

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A Ucrânia lança um aviso à Rússia: Moscovo tem de aceitar a relação comercial entre Kiev e Bruxelas como “uma realidade”. As palavras do primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov, proferidas esta quarta-feira, surgem na sequência das negociações entre a Ucrânia e a União Europeia para um acordo de comércio livre. A Rússia retaliou este mês com um excesso de zelo nas fronteiras relativamente às importações vindas da Ucrânia.

A Rússia é um dos principais mercados da fábrica de chocolate Roshen. O cuidado nas palavras é evidente: “Não recebemos nenhuma informação oficial até ao momento. O que sabemos é pela comunicação social. De qualquer forma estamos abertos a qualquer inspeção às nossas fábricas e a fornecer qualquer informação que nos seja solicitada” – afirma um diretor da empresa, Eugene Vovchanovsky, ao microfone da euronews.

A Ucrânia recebeu o apoio total da União Europeia porque o zelo imposto por Moscovo é visto como uma forma de pressão sobre Kiev. Mas esta não parece uma guerra comercial típica, como explica o analista Volodymyr Fesenko: “O ataque aos grandes dirigentes empresariais da Ucrânia, às pessoas que desempenham um papel importante na economia do país, acontece porque são os principais interessados numa maior integração do país com a União Europeia. A maioria apoia, pessoalmente, a esta ideia.”

Esta guerra comercial entre as duas maiores ex-repúblicas soviéticas está a aprofundar a tradicional divisão da opinião pública ucraniana entre pró-russos e pró-europeus. Mas os ucranianos sabem que, desta vez, o apoio vem de Bruxelas. Como explica o correspondente da euronews em Kiev, Sergio Cantone: “as grandes companhias e os grandes investidores ucranianos são os maiores prejudicados deste conflito que está a levar a União Europeia a ser menos exigente quanto às condições para que este acordo de associação seja assinado em finais de novembro.”