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Alemanha precisa de trabalhadores qualificados

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Alemanha precisa de trabalhadores qualificados

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A Alemanha registou em agosto uma subida inesperada do desemprego. O número de pessoas sem trabalho subiu 7 mil para 2,943 milhões. Mas, a taxa permaneceu nos 6,8%, perto do nível mais baixo desde a reunificação.

O mercado do trabalho é sólido e a economia registou, no segundo trimestre, o maior crescimento num ano. O grande problema é a falta de mão-de-obra qualificada.

A ministra alemã do Emprego, Ursula von der Leyen, defende: “A atividade profissional dos mais velhos está a aumentar de forma muito positiva. A participação das mulheres e a questão da mão-de-obra imigrante qualificada tem de ser reforçada”.

Na região de Frankfurt não faltam apenas profissionais. Em 2020, não haverá jovens alemães para ocupar um quinto das vagas em cursos de formação, devido a décadas de baixa natalidade.

A Alemanha virou-se então para a imigração. Mais de 40 jovens da região de Madrid estão a iniciar uma formação de canalizador numa empresa de Frankfurt, através de um projeto da Câmara de Comércio e Artesanato.

Alberto Coronado, coordenador do projeto, explica que os “jovens não sabiam para onde ir, não tinham futuro” E adianta: “Pensamos que esta é uma forma de ajudar a resolver os problemas de Espanha e de lidar aqui com a escassez de trabalhadores qualificados”.

Segundo as previsões, a Alemanha vai precisar de 5,4 milhões de trabalhadores qualificados nos próximos 12 anos. A consultora Ernest&Young estima mesmo que as empresas do país estão a perder 33 mil milhões de euros por ano, devido à escassez de mão-de-obra.