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Obama ainda não decidiu sobre intervenção na Síria mas evoca "resposta forte"

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Obama ainda não decidiu sobre intervenção na Síria mas evoca "resposta forte"

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Barack Obama diz que ainda não tomou uma decisão sobre uma eventual intervenção militar na Síria.

Em entrevista à televisão pública PBS, o presidente norte-americano frisou, no entanto, que o recurso a armas químicas não pode ficar sem resposta.

Obama descartou um “envolvimento militar direto” dos Estados Unidos na guerra civil síria, mas frisou que “é importante que, se for feita a escolha de avançar com repercussões para o uso de armas químicas, o regime de Bashar al-Assad receba um sinal bastante forte de que é melhor que não volte a fazer o mesmo”.

Washington deve publicar esta semana uma parte do relatório dos serviços secretos sobre as supostas provas da responsabilidade de Damasco. Segundo a revista Foreign Policy, os Estados Unidos apoiam-se em conversas telefónicas intercetadas entre responsáveis sírios.

No Conselho de Segurança da ONU, a China e a Rússia – que apoiam a Síria – anunciaram um veto a qualquer tentativa de acordo sobre o projeto de resolução apresentado pelo Reino Unido.

Londres só dará “luz verde” a um eventual ataque quando conhecer as conclusões da missão da ONU na Síria.

O chefe da diplomacia britânica, William Hague, frisou que o governo “já tem a sua própria convicção forte sobre de quem é a culpa. É do regime de Assad; não há qualquer outra explicação plausível. Mas é compreensível que as pessoas queiram ouvir o que têm a dizer os inspetores das Nações Unidas e isso está incorporado na moção” submetida a voto no Parlamento.

O relatório dos inspetores em Damasco poderá ser a chave para o início de uma eventual intervenção ocidental na Síria. Segundo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, os peritos precisam de quatro dias – ou seja, até domingo – para concluir a missão, antes de efetuarem análises e apresentarem um relatório.