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Zimbabué: as dúvidas sobre o "regresso" de Mugabe

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Zimbabué: as dúvidas sobre o "regresso" de Mugabe

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O Zimbabué põe fim a cinco anos de governo de união nacional com um regresso fulgurante de Robert Mugabe, mais poderoso que nunca, para um sexto mandato na presidência.

Um fracasso para a oposição que denunciou as fraudes que levaram à reeleição do chefe de estado de 89 anos, mas também para a comunidade internacional que impôs sanções pesadas que mergulharam a economia do país num longo marasmo.

Um artesão de Harare, mostra-se no entanto otimista: “A mudança chegou uma vez que ganhámos as eleições e estamos à espera de ver os benefícios e de que as nossas vidas possam melhorar”.

Ironicamente foi a situação económica do país, após uma década de recessão e hiperinflação, marcada pela escassez de alimentos, que permitiu o regresso de Mugabe, com promessas de crescimento económico.

Mas estas promessas não bastam, segundo um analista: “Ser eleito não é suficiente, e considerando que o presidente prometeu dar mais poder às empresas nacionais face às multinacionais estrangeiras, ele tem que agir em consequência e provar que as suas intenções são democráticas e centradas nos interesses das pessoas para fazer face aos desafios económicos atuais”.

A União Africana apelou esta semana ao fim das sanções internacionais ao país, virando a página sobre uma era em que o principal derrotado é a oposição, liderada por Morgan Tsvangirai, severamente fragilizada depois de ter sido incapaz de derrubar um regime que dura há 33 anos.