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Colômbia: Protestos dos agricultores ganham apoio de outros setores

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Colômbia: Protestos dos agricultores ganham apoio de outros setores

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Os protestos dos agricultores colombianos alastram a outros setores da sociedade. Na quinta-feira, as ruas de várias cidades do país da América Latina foram invadidas por agricultores, estudantes, professores e operários. Este foi o décimo primeiro dia de manifestações que se estão a tornar cada vez mais violentas, em particular na capital, Bogotá. Os agricultores queixam-se da subida dos preços dos fertilizantes e dos combustíveis e protestam contra os acordos de comércio livre com os Estados Unidos e a União Europeia. Os estudantes, por seu turno, reivindicam um ensino de qualidade e gratuito, como explica o porta-voz do movimento.

O presidente Juan Manuel Santos admitiu que o setor agrícola está em crise mas apelou ao povo colombiano para se manifestar pacificamente. O ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, acusou a guerrilha marxista de infiltrar os protestos: “Três agentes da polícia foram feridos com armas de fogo em Soacha. Sejamos claros, os manifestantes que atiraram não são pombas. Estamos perante bandos criminosos ao serviço de interesses obscuros, nomeadamente das FARC.”

Recorde-se que o governo e as Forças Armadas Revolucionários da Colômbia (FARC) negoceiam o fim de uma guerra que fez mais de 200 mil mortos em cinco décadas. Desde o início dos protestos, a 19 de agosto, já morreu uma pessoa e registaram-se centenas de feridos. O presidente propôs na quinta-feira várias medidas para tentar acabar com os protestos.