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Reino Unido diz "não" à guerra contra a Síria

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Reino Unido diz "não" à guerra contra a Síria

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O parlamento britânico disse “não” a uma intervenção militar na Síria. Estados Unidos afirmam ter novas provas do recurso a armas químicas por parte do regime de Assad e estão prontos para avançar sozinhos, mas o ataque só deverá ser lançado depois dos inspetores da ONU abandonarem Damasco este sábado.

Por 13 votos (285 contra e 272 a favor), a Câmara dos Comuns rejeitou a proposta do governo de um ataque militar à Síria caso se confirme a utilização de armas químicas por parte do regime de Damasco. É um golpe para David Cameron que reconheceu que “o parlamento e os britânicos não querem uma intervenção militar” e prometeu que “o governo irá agir em conformidade”.

Nas Nações Unidas prossegue o impasse com a Rússia e a China a reafirmarem a sua forte oposição a uma ação militar. A pedido da Rússia, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança reuniram-se, esta quinta-feira, durante cerca de 45 minutos. No final, voltou a não haver “convergência de pontos de vista”, segundo fontes diplomáticas.

Os Estados Unidos afirmam ter intercetado “comunicações entre altos responsáveis sírios” que provam que o regime de Assad recorreu a armas químicas. Washington reserva-se o direito de agir unilateralmente e lançar um ataque “discreto” e “limitado”, mesmo sem uma decisão da ONU ou o apoio de aliados como o Reino Unido. No entanto, tudo indica que uma intervenção militar só poderá vir a acontecer depois dos inspetores da ONU abandonarem a Síria este sábado de manhã.

Em Damasco, Bachar al-Assad prometeu resistir e afirmou que irá continuar a combater “o terrorismo a que recorrem Israel e os países Ocidentais para servirem os seus interesses de fragmentação da região”. Apesar da aparente confiança, Assad terá ordenado a retirada de mísseis Scud de algumas bases na eventualidade de um ataque.