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Sistema social nórdico está sob ataque

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Sistema social nórdico está sob ataque

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O generoso sistema de segurança social dos países nórdicos tem os dias contados.

O ministro dinamarquês da Economia, Bjarne Corydon, reconhece que o sistema começa a ser demasiado caro e que os cidadãos têm de apreender que os “privilégios têm um custo”.

A Dinamarca, a menor das economias escandinavas, contraiu 0,2% no primeiro semestre e a dívida equivale a 45% do PIB. Para preservar o défice e a nota “AAA”, o governo já cortou para metade (para dois anos) a duração do subsídio de desemprego, mas, segundo o ministério da Economia, há 250 mil pessoas que preferem ficar em casa com subsídios a procurar emprego.

O sistema dinamarquês é o segundo mais caro entre os países da OCDE, com as despesas previstas para 2013 a representarem 30,8% do PIB. No topo da lista está a França, com o sistema a custar 33% do PIB. Surgem depois Bélgica (30,7%), Finlândia (30,5%) e Suécia (28,6%), enquanto a média da OCDE é de 21,9%.

Portugal gasta 26,4% do PIB com o sistema de segurança social.

Também a Finlândia quer reduzir o respetivo sistema social, face ao envelhecimento da população e à contração da economia que está a fazer subir o défice.

Segundo o governo, o ratio da dívida deverá atingir, em 2015, os 59,9%, no limite do endividamento previsto pela União Europeia.

Os impostos finlandeses são já os mais elevados do mundo e, para preservar um sistema, com educação e saúde públicos, a solução é levar as pessoas a trabalharem mais ou a baixar os benefícios.

O governo quer, por exemplo, reduzir as ajudas aos estudantes, para os incentivar a entrar no mercado laboral. O plano prevê também alterar a política de natalidade, para que as mulheres regressem rapidamente ao ao trabalho, e aumentar a idade da reforma dos 60 para os 62,4 anos.