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Mentiras sobre o Iraque dão mote a manifestações contra a guerra na Síria

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Mentiras sobre o Iraque dão mote a manifestações contra a guerra na Síria

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Pouco antes de Obama anunciar que ia pedir a autorização do Congresso para punir o Bashar al-Assad pelo uso de armas químicas, nas traseiras da Casa Branca, uma centena de pacifistas e meia centena de apoiantes da oposição síria trocaram argumentos contra e a favor de um ataque ao regime de Damasco.

As mentiras da era Bush deixaram meio mundo desconfiado. De Londres veio o pedido: “Tirem as mãos da Síria”. Mais de um milhar de pessoas quis dizer “não à guerra”, dando voz à nega do Parlamento em autorizar uma intervenção militar, mesmo que se comprove o uso de armas químicas.

Em Paris, Obama foi apelidado de “criminoso”. “Cúmplice”, acrescentaram os cerca de 250 manifestantes, entre apoiantes de Assad, pacifistas, militantes de esquerda ou simples vítimas do conflito. Um cidadão de Aleppo, que perdeu muitos familiares na guerra, deixou um alerta: “Não é uma verdadeira revolução, são islamitas e fundamentalistas que querem tomar o poder”.

O espetro das informações falsas sobre armas de destruição maciça, que serviram para justificar a guerra no Iraque, está bem presente também na Turquia. Em Hatay, algumas dezenas de pessoas pediram calma antes de qualquer ação. Um manifestante, que afirma ter trabalhado dois anos no Iraque, recorda que na altura “disseram que existiam armas nucleares. Depois pediram desculpa, mas as pessoas continuam a morrer e agora querem fazer a mesma coisa na Síria”, alertou.