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Microsoft/Nokia: Por detrás do negócio

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Microsoft/Nokia: Por detrás do negócio

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A Microsoft declarou guerra à Apple e à Google. O gigante da informática, fundado em 1975 por Bill Gates e Paul Allen, acaba de fazer uma revolução que vai ter impacto em toda a indústria dos telemóveis e dos computadores.

A compra da Nokia significa uma mudança completa no mercado. Os computadores são deixados para segundo plano, atrás dos smartphones e das tablets.

A venda de aparelhos móveis aumenta constantemente. Tanto os telefones como as tablets tendem, cada vez mais, a substituir os computadores.

Com a compra das atividades móveis da Nokia, a Microsoft mergulha ainda mais neste mercado altamente concorrencial.

As vendas da gama Lumia da Nokia permitiram ao Windows phone representar 3,3% dos sistemas operativos para smartphones, ultrapassando epla primeira vez a Blackberry, que está a passar por grandes dificuldades.

Mas o domínio é dos sistemas Android, da Google, e IOS, da Apple, que representam, sozinhos, 90% do mercado.

A Nokia e a Microsoft são parceiras desde 2011, data em que o grupo finlandês decidiu equipar os telemóveis com o sistema Windows Phone.

A Nokia dominou o mercado dos telemóveis durante 14 anos, até ser destronada pela Samsung no ano passado. A marca coreana passou a ser a mais vendida em todo o mundo.

Com os prejuízos a acumular-se, a Nokia atrasou-se no momento em que a Apple lançou o iPhone, que viria a revolucionar todo o setor dos telemóveis.

Ao comprar a divisão móvel da Nokia, a Microsoft adota uma estratégia semelhante à da Apple, ao reunir sob a mesma marca os aparelhos em si, o sistema operativo e a loja de aplicações.

Este modelo, criado pela Apple para o iPhone, está a impor-se no setor.

O negócio completa uma série de operações que fizeram a Microsoft dotar-se dos seus próprios terminais: uma consola de jogos, a Xbox, e uma tablet, a Surface.

Resta a questão fundamental, que é perceber se há, ou não, lugar para um terceiro grande ator no mercado dos sistemas operativos para smartphone. As operadoras móveis já fizeram saber que não têm nada contra uma alternativa ao duelo de gigantes entre a Apple e a Google.