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Bancos "sombra" vão ter novas regras na UE

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Bancos "sombra" vão ter novas regras na UE

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A Comissão Europeia apresentou, esta quarta-feira, novas regras para o chamado sistema bancário paralelo.

Desde o início da crise financeira, em 2008, os políticos prometem travar os chamados bancos “sombra”, que na Europa são responsáveis por 30% das transações.

Mas muita dessa atividade escapa ao controlo e pode ter consequências desastrosas, como explica Frederic Hache, da Finance Watch: “A banca “sombra”, de uma forma simplista, é o conjunto de entidades e atividades que não são bancos tradicionais, mas que fazem operações do tipo bancário tais como empréstimos e criação de fundos similares a contas de depósito”.

“Os bancos tradicionais contam com os bancos “sombra” para se financiarem a curto prazo, numa percentagem significativa. Logo, qualquer choque no sistema bancário sombra tem repercurssões imediatas no sistema bancário tradicional como vimos durante esta crise”, acrescenta o especialista desta organização não governamental de monitorização do setor bancário.

O comissário europeu para o Mercado Interno e Serviços, Michel Barnier, diz que a legislação vai incentivar a liquidez e estabilidade destes bancos.

“Não vamos fazer acusações, mas queremos que funcionem de forma normal. Isto é, que haja transparência, boa supervisão e que os riscos que correm os atores do setor bancário paralelo sejam objeto de medidas de precaução. Devem haver mais medidas de segurança quando se correm mais riscos”, afirmou Barnier.

Dada a dimensão global desta indústria, que inclui fundos do mercado monetário, a União Europeia vai discutir esta reforma com os parceiros dos G20, que constituem as economias mais avançadas, do mundo.