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Futuro do governo italiano dependente do futuro de Berlusconi

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Futuro do governo italiano dependente do futuro de Berlusconi

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O futuro próximo de Silvio Berlusconi decide-se a partir de segunda-feira. Uma comissão especial do Senado italiano discutirá a questão da ineligibilidade do ex-primeiro-ministro, condenado na justiça por fraude fiscal.

Berlusconi arrisca-se a ser destituído do cargo de senador, que ocupa, e a perder a respetiva imunidade que o mantém do lado de fora da prisão.

Quanto à Itália, arrisca-se a perder o atual governo, já que o partido de Berlusconi ameaça abandonar a coligação executiva, como se depreende das palavras de Maurizio Gasparri, do Povo da Liberdade (PdL): “Um preconceito político que rejeita a validação das razões da inconstitucionalidade que muitos juristas, e não só do nosso partido, alegam criaria uma situação política insustentável.”

De facto, o governo italiano, formado em abril, assenta numa frágil coligação esquerda-direita, formada após eleições inconclusivas.

O Partido Democrático (PD), ao qual pertence o atual primeiro-ministro, avisa desde já que, se o Povo da Liberdade, de Berlusconi, fizer cair o governo, o PD não irá mendigar apoios.

“Se o Povo da Liberdade se retira, não creio que possamos andar à procura de cinco vozes aqui, de dez dissidentes desta ou daquela fação do PdL ali…”, afirma Rosy Bindi, ex-ministra e ex-presidente do PD.

O mês passado, Berlusconi foi condenado pela justiça a quatro anos de prisão e, segundo uma lei aprovada em 2012, os deputados e senadores condenados a mais de dois anos perdem os respetivos cargos.