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G20: uma cimeira difícil para os Estados Unidos

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G20: uma cimeira difícil para os Estados Unidos

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A cimeira do G20, que se inicia esta quinta-feira em São Petersburgo, ameaça colocar os Estados Unidos numa posição desconfortável.

O encontro, que deverá debater a promoção do crescimento económico e do emprego, a coordenação das políticas monetárias e o reforço do combate à evasão fiscal, ameaça ser ensombrado pelas divisões sobre o conflito na Síria e pelo escândalo de espionagem dos serviços secretos norte-americanos.

Vários chefes de estado e de governo já se encontram na cidade russa onde deverão decorrer várias reuniões bilaterais, num momento em que não está ainda previsto um encontro entre Vladimir Putin e Barack Obama.

O presidente norte-americano tinha cancelado, em Agosto, uma cimeira bilateral com Putin, depois de Moscovo ter acolhido o “denunciante” do escândalo de espionagem, Edward Snowden.

Vários países latino-americanos, como o Brasil ou o México deverão aproveitar a reunião para condenar, junto de Obama, o facto de terem sido alvo de espionagem por parte de Washington.

O encontro deverá servir também aos Estados Unidos e à França para recolherem apoio a uma coligação militar internacional na Síria.

Obama deverá reunir-se com Hollande e o presidente chinês, Xi Jiping para abordar o tema. O chefe de estado francês deverá também tentar convencer o presidente indiano a juntar-se à coligação.