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PM Francês: "sem intervenção militar não haverá solução política para a Síria"

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PM Francês: "sem intervenção militar não haverá solução política para a Síria"

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O parlamento francês debateu, esta tarde, a possibilidade de lançar uma intervenção militar na Síria. Uma discussão, sem a votação exigida pela oposição de centro-direita que reafirmou que Paris não pode avançar para um ataque sem um consenso na ONU.

Depois de voltar a apresentar as provas da responsabilidade do regime sírio no ataque com armas químicas de Agosto, o primeiro-ministro, Jean Marc Ayrault, relembrou que, para lá da defesa das convenções internacionais sobre armas proibidas, o objetivo de França permanece a saída de cena de Bashar Al-Assad.

“Se não travarmos estas ações do regime não haverá uma solução política, pois qual será o interesse de Bashar Al-Assad em negociar quando acredita, como o repetiu no início da semana, que pode liquidar a oposição, nomeadamente com meios que semeiam o terror e a morte?”, afirmou Ayrault.

A oposição de centro-direita, que voltou a exigir um voto no parlamento sobre o tema, quer que Paris espere pelo relatório dos inspetores da ONU, lembrando a posição francesa durante a guerra no Iraque.

“Cabe à ONU e apenas à ONU dizer como se utilizaram e quem recorreu a armas químicas. Tudo o que ocorre na Síria, como ocorreu no Iraque há 10 anos, permite que a França possa fazer ouvir a voz da legitimidade internacional. Nada, nada justifica uma mudança de atitude tão radical da nossa diplomacia política e militar”, afirmou o líder da bancada parlamentar do UMP, Christian Jacob.

O presidente francês, François Hollande, que não descarta a possibilidade de submeter uma intervenção militar na Síria a um voto do parlamento, aguarda agora o resultado da votação do congresso norte-americano, na próxima semana, depois de ter garantido que a França não vai agir sozinha, mas no quadro de uma grande coligação internacional.

O chefe de estado francês deverá participar na reunião do “grupo dos amigos da Síria” agendada para este domingo, em Roma, quando o ministro da Defesa francês deverá tentar angariar apoios europeus, durante o conselho informal de ministros da Defesa da UE, na quinta-feira.