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Governo egípcio poderá retirar estatuto legal à Irmandade Muçulmana

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Governo egípcio poderá retirar estatuto legal à Irmandade Muçulmana

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Pelo menos duas pessoas morreram, no Egito, durante uma nova jornada de manifestações por parte dos apoiantes do presidente deposto, Mohamed Morsi.

As marchas, convocadas pela irmandade muçulmana, ocuparam as ruas de Alexandria e da capital, assim como de várias outras cidades do país, em nome da “defesa da revolução”.

Os manifestantes contestam quer o derrube de Morsi quer a captura de vários membros da irmandade muçulmana, assim como a decisão do conselho militar de rever a constituição aprovada pelo anterior executivo islamita.

Os protestos ocorrem num momento em que, segundo a imprensa egípcia, o governo atual poderia anunciar, na próxima semana, a decisão de retirar o estatuto legal à irmandade muçulmana.

“A nossa revolução está a ser roubada pelo conselho militar e pelos militares. Estamos aqui hoje para protestar contra esta situação e não vamos abandonar as ruas enquanto todas as nossas exigências não forem satisfeitas. Os vândalos têm que ser detidos, o general Abdel Fattah el-Sissi tem de ser julgado”, afirma um manifestante.

Os protestos desta sexta-feira foram marcados por vários confrontos com a polícia que bloqueou o acesso dos manifestantes ao centro das principais cidades do país.

A decisão do governo de retirar o estatuto legal à Irmandade Muçulmana, registada como uma organização não governamental, poderia ser justificada, segundo algumas fontes, pelas acusações de que o movimento teria utilizado as suas instalações para armazenar armas e explosivos.