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Holanda condenada por mortes em Srebrenica

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Holanda condenada por mortes em Srebrenica

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O Estado holandês foi condenado pela morte de três bósnios muçulmanos durante o massacre de Srebrenica, em 1995. Isto por causa do papel dos soldados das Nações Unidas.

O Supremo tribunal deu razão à família das vítimas.

“O supremo Tribunal decidiu rejeitado o pedido do Estado holandês. Mantém-se o veredicto do tribunal de segunda instância”, disse, na leitura do assento, o juiz-presidente Floris Bakels.

Esta foi a primeira vez que o Estado foi considerado responsável pela negligência dos soldados numa operação de manutenção da paz.

Hasan Nuhanovic é o homem responsável por este processo: pediu a condenação, plo facto de os soldados da FORPRONU não terem protegido corretamente a família: “É uma batalha legal que vencemos, durou muito tempo, dez anos. Custou-me tempo e saúde, mas chegou ao fim”.

Para os advogados, esta sentença significa o fim da garantia de imunidade das Nações Unidas e dos Estados que participam nas operações da ONU: “A conclusão mais importante é que a bandeira das Nações Unidas não dá imunidade, nem aos Estados, nem aos soldados”, diz Liesbeth Zegveld, advogada da família das vítimas.

Na altura do massacre de julho de 1995, Nuhanovic trabalhava como intérprete para a ONU. Pediu aos soldados que acolhessem os familiares na base, mas o pedido foi recusado.

No dia 12 de julho, os sérvios fizeram o maior massacre de toda a guerra da Bósnia, ao matarem mais de 8000 homens e rapazes. Em clara inferioridade numérica, os holandeses da FORPRONU não puderam fazer nada e foram mesmo obrigados a colaborar na separação entre homens e mulheres.