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Síria: Diplomacia da UE continua a apostar na via do diálogo

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Síria: Diplomacia da UE continua a apostar na via do diálogo

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A via diplomática continua a ser a mais defendida para resolver o problema da Síria entre os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, reunidos em Vilnius, capital da Lituânia.

Ioannis Kasoulides, governante de Chipre – ilha a cerca de 200 km da costa síria -, admitiu temer represálias por uma eventual intervenção militar e garantiu que “Chipre e as bases britânicas no país não vão ser usadas como plataforma de lançamento de qualquer operação militar”.

A existência de provas claras sobre o alegado ataque com armas químicas é primordial para qualquer decisão, acrescentou o chefe da diplomacia da Suécia.

“Estamos ainda à espera do relatório dos inspetores da ONU, algo muito importante. Os indianos, os chineses, os brasileiros, entre outros, consideram que a informação dos serviços secretos norte-americanos não é suficiente”, disse Carl Bildt.

A alta representante europeia para a Política Externa defende a rápida convocação de uma conferência com todas as partes. Catherine Ashton realçou que “há muita energia a ser gasta todos os dias para tentar convencer as partes a unirem-se, de forma a travar os massacres e o terrível sofrimento da população da Síria”.

“Penso sempre de uma forma especial nas crianças que têm de fugir, que são feridas, mortas ou que ficam órfãs, sofrendo terrivelmente com esta situação trágica”, acrescentou a chefe da diplomacia europeia.

Os representantes dos 28 vão ter oportunidade de partilhar os seus pontos de vista com o homólogo norte-americano, John Kerry. O governo de Washington continua à procura de aliados para uma intervenção militar.