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Síria expõe divisões profundas no G20

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Síria expõe divisões profundas no G20

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Intervenção militar na Síria, sim ou não? Esta a questão que dominou a cimeira do G20 que começou esta quinta-feira em S. Petersburgo, na Rússia.

Cimeira dedicada ao relançamento da economia mundial, a resposta aos ataques com armas químicas na Síria dominou as discussões.

Ao longo do jantar, os líderes mundiais discutiram a situação no país revelando diferenças profundas entre os principais atores.

Até ao momento, Washington conta apenas com o apoio do Presidente francês, François Hollande.

Rússia, China e mesmo a União Europeia manifestaram oposição a uma intervenção armada favorecendo uma solução política.

Num encontro com a imprensa, o chefe de estado maior russo respondeu às acusações norte-americanas.

“Depois de ouvir o chefe do Pentágono dizer que a Rússia forneceu armas químicas à Síria e depois corrigir-se dizendo que não eram armas químicas mas apenas os meios para a sua produção. Lamento se perder a compostura, mas isto é mentira, totalmente mentira”, afirmou Sergei Ivanov.

A cimeira na Rússia coincidiu com um encontro de ministros europeus da defesa em Vilnius, na Lituânia. O objetivo é encontrar uma posição comum relativamente à Síria.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, adiantou que ninguém nega a ocorrência de um ataque com armas químicas. As diferenças entre os países residem na autoria do ataque.

No sábado, o chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, chega a Vilnius para argumentar o uso de força contra o regime de Assad.