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Moscovitas escolhem presidente de Câmara em eleições que desafiam Putin

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Moscovitas escolhem presidente de Câmara em eleições que desafiam Putin

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Moscovo decide, este domingo, quem será o próximo presidente da Câmara porque o atual, Serguei Sobianine, procura a legitimação política. O candidato do poder foi nomeado pelo Kremlin em 2010, mas optou agora por convocar eleições antecipadas para que sejam os próprios moscovitas a escolhê-lo. E as sondagens dizem que ele poderá ganhar com um resultado em torno dos 60%.

No entanto, se houve destaque neste escrutínio, ele foi para o adversário Alexei Navalny, o acérrimo opositor de Vladimir Putin, um dos líderes dos movimentos de contestação que desestabilizaram a Rússia no ano passado. Na verdade, foi recentemente condenado a cinco anos de prisão por acusações de peculato, num processo que denunciou como um linchamento político. Surpreendentemente, foi libertado sob caução, depois de ter apresentado um recurso, para poder participar nestas eleições.

Nas ruas de Moscovo, há quem considere que “se o vencedor receber 60 ou 70% dos votos, isso significa que o apoio da maioria dos moscovitas é indiscutível. Se o resultado for mais baixo, então será um líder sem o apoio das massas.” Outra habitante questiona: “Mudanças? Os salários deviam estabilizar, as reformas deviam ser aumentadas, as pessoas deviam ter emprego, as mães mais jovens deviam ter lugar para os seus filhos nos infantários.”

O facto é que a entrada em cena de Navalny tornou este escrutínio numa espécie de referendo ao próprio Putin, mesmo que alguns analistas salientem que a permissividade do Kremlin em relação ao candidato se explica pela convicção de que irá ser humilhado nas urnas.