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Chilenos denunciam 40 anos de "pacto de silêncio" sobre crimes da ditadura


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Chilenos denunciam 40 anos de "pacto de silêncio" sobre crimes da ditadura

Cerca de 30 mil pessoas manifestaram-se ontem na capital chilena, nas vésperas do quadragésimo aniversário do golpe militar de Augusto Pinochet, assinalado no próximo dia 11.

O protesto, convocado pela associação nacional de direitos humanos, exprime a revolta dos familiares dos mais de 1200 desaparecidos durante o regime militar que denunciam o silêncio do poder político e judicial.

“Quarenta anos depois do golpe, o tema da violação dos direitos humanos durante a ditadura continua sem resposta. Protestamos contra este silêncio da justiça, quando há ainda mais de 1300 processos abertos, quarenta anos depois. Há quatro décadas que continuamos à procura daqueles que foram presos, que desapareceram ou foram executados. Porque é que não dizem a verdade, porque é que não quebram este pacto de silêncio?”, afirma uma manifestante e familiar de um desaparecido.

Na véspera da comemoração do triste aniversário, a Associação dos Magistrados Chilenos pediu desculpas, “pelas ações e omissões”, durante a ditadura. O supremo tribunal, sem apresentar desculpas, reconheceu, por seu lado, “não ter feito o suficiente durante o regime militar”.

À margem do protesto, dezenas de jovens encapuzados envolveram-se em confrontos com a polícia, em Santiago.

O governo chileno deverá inaugurar, na quarta-feira, uma estátua em memória do presidente deposto Salvador Allende, um gesto que está longe de satisfazer as reivindicações dos familiares das vítimas que exigem igualmente uma revisão da constituição, redigida e aprovada pelo governo militar de Pinochet.

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