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Síria: Obama "queima os últimos cartuchos" para convencer a América

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Síria: Obama "queima os últimos cartuchos" para convencer a América

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A Casa Branca não tem poupado esforços para convencer os congressistas americanos a apoiarem a intervenção militar na Síria e John Kerry, o chefe da diplomacia americana, não tem poupado etapas para convencer no exterior.

Depois de Paris, onde encontrou os líderes da Liga Árabe, Kerry está esta segunda-feira em Londres, para se reunir com William Hage, no mesmo dia em que em Washington começa um longo debate no congresso.

Apesar dos esforços, Obama tem dificuldade em garantir o apoio, sobretudo no campo republicano que domina a câmara dos representantes, como ilustram as declarações da congressista, Loretta Sanchez:

“No momento em que um dos nosso mísseis aterrar estamos na guerra da Síria. É uma guerra civil e nós estamos ao lado dos rebeldes, muitos deles asssociados à al qaida e outros grupos que nos ameaçam. Para o presidente é uma coisa rápida e saímos, mas é assim que as longas guerras começam”.

As Contas feitas pela imprensa americana dão uma ligeira vantagem aos que rejeitam a intervenção, mas há ainda muitos congressistas indecisos e o debate de três dias deverá contribuir para definir as posições.

Consciente das dificuldades em convencer quer os congressistas, quer a opinião pública, Obama grava esta segunda-feira uma entrevista que será difundida em todas as grandes cadeias de televisão americanas e, na terça-feira à noite, faz uma comunicação ao país a partir da Casa Branca.