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Conservadores regressam ao poder na Noruega em coligação com extrema-direita

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Conservadores regressam ao poder na Noruega em coligação com extrema-direita

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Uma despedida espinhosa para o trabalhista Jens Stoltenberg. A Noruega pôs fim a oito anos de governo de centro-esquerda com a derrota da coligação liderada pelo primeiro-ministro, nas eleições de ontem, apesar dos trabalhistas terem sido o partido mais votado do escrutínio.

Um sufrágio marcado pelo regresso ao poder do centro direita, encabeçado pela conservadora Erna Solberg. A “dama de ferro”, de 52 anos – que prometera baixar os impostos, melhorar o sistema de saúde e lançar um plano de privatizações de empresas públicas – encabeça uma coligação de três partidos que inclui a extrema-direita do partido do Progresso.

A terceira formação mais votada do escrutínio acede pela primeira vez ao governo, dois anos após o atentado do extremista Anders Breivik, um antigo militante da formação que a considerava, no entanto, “demasiado moderada”.

A presença dos populistas no próximo executivo ameaça, no entanto, criar frições com os dois outros partidos da coligação, os liberais e os democratas-cristãos, que criticam as posições anti-imigração da formação.

A saída de cena do centro-esquerda coincide com um abrandamento do crescimento económico num país que não faz parte da União Europeia e que, graças aos rendimentos do petróleo, está distante da crise que afeta o bloco dos 28, com um desemprego abaixo dos 4% e um rendimento “per capita” de 100 mil dólares.