Última hora

Última hora

Otimismo moderado na abertura do Salão Automóvel de Frankfurt

Em leitura:

Otimismo moderado na abertura do Salão Automóvel de Frankfurt

Tamanho do texto Aa Aa

É com otimismo moderado que os construtores automóveis se apresentam no Salão de Frankfurt, que abriu as portas aos jornalistas esta terça-feira. Os visitantes são esperados a partir de quinta-feira.

Após cinco anos de crise, o setor começa a ver a luz ao fundo do túnel na Europa, para citar as palavras de Carlos Ghosn, presidente da Renault e Nissan. Mas a via da retoma será modesta e longa, devido ao elevado desemprego e dificuldade de acesso ao crédito.

Em agosto, os consumidores mostraram-se poucos dispostos a comprar novos veículos, depois de em julho ter havido uma subida.

Nos primeiros seis meses as vendas de carros na União Europeia atingiram os 6,2 milhões. O ano de 2012, com 12 milhões de carros vendidos, foi para esquecer. O mercado está longe do pico de 16 milhões de carros vendidos em 2007.

Para Ferdinand Dudenhöffer, do centro de pesquisa da Universidade de Duisburg-Essen, “na indústria automóvel, há duas palavras. De um lado a Europa que é uma catástrofe e do outro o resto do Mundo que parece muito melhor. O que é exibido no Salão não vai mudar o mercado europeu. Há poucos veículos elétricos que são vendidos e não se deve esperar grandes avanços. Os pequenos veículos utilitários desportivos ainda funcionam, mas são modelos que os consumidores já conhecem. Por isso, não haverá grandes mudanças”.

Apesar de tudo, os construtores revelam, em Frankfurt, 70 modelos, incluindo vários híbridos.

Com a Europa ainda tentar recuperar, as marcas apostam cada vez mais nos mercados asiático e americano, onde a procura se vira para o segmento do luxo. O resultado é um mercado dividido.