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Síria: França vai submeter "solução russa" ao Conselho de Segurança da ONU

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Síria: França vai submeter "solução russa" ao Conselho de Segurança da ONU

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O presidente norte-americano está disposto a reconsiderar uma intervenção militar na Síria se Damasco colocar o seu arsenal de armas químicas sob o controlo da comunidade internacional.

Barack Obama reagiu, numa entrevista, à solução proposta pela Rússia que parece gerar um primeiro consenso internacional, desde o ataque de Agosto nos arredores de Damasco.

Interrogado sobre se está disposto a suspender um eventual ataque, Obama não escondeu, no entanto, o ceticismo sobre a disponibilidade de Bashar Al-Assad para colaborar.

“Claro que estou disposto a suspender um ataque, mas penso que não teríamos chegado a este ponto sem a possibilidade credível de lançarmos uma intervenção militar e penso que ainda não é altura de abandonar essa hipótese. Continuo a querer defender as convenções internacionais contra o uso de armas químicas, em nome da nossa segurança internacional. Mas serei favorável a uma solução que permita fazer cumprir as normas sem um ataque militar”, afirmou Obama.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, que tinha apresentado ontem a proposta, afirmou estar a trabalhar com a Síria para apresentar um projeto concreto, nos próximos dias, para controlar o arsenal sírio.

Entre os aliados de Assad, a China, assim como o Irão afirmaram já apoiar a iniciativa. Israel não esconde, por seu lado, as dúvidas sobre as intenções de Assad.

A França manifestou esta manhã um “interesse prudente”, anunciando a apresentação de uma proposta de resolução no Conselho de Segurança da ONU sobre o controlo de armas químicas para evitar “uma manobra de diversão” por parte de Assad, mas também para assegurar que os responsáveis dos ataques de Agosto vão ser condenados.

Tanto Paris como Washington reafirmaram hoje que a solução militar “continua sobre a mesa”.