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Síria: Obama não desarma nem "dispara" para dar oportunidade à diplomacia

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Síria: Obama não desarma nem "dispara" para dar oportunidade à diplomacia

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Barack Obama não desarma, mas também não quer disparar. Obrigado a reescrever o discurso desta terça-feira à noite, onde deveria defender um voto do congresso relativo a uma intervenção militar na Síria, o presidente norte-americano afirmou que quer dar uma oportunidade à diplomacia. Obama pediu ao congresso para adiar a votação, sublinhando, que é demasiado cedo para dizer se a via diplomática vai resolver a situação atual.

“Esta iniciativa russa tem a possibilidade de neutralizar a ameaça das armas químicas sírias sem o recurso à força, em particular porque a Rússia é um dos maiores aliados de Assad”.

“Pedi, no entanto aos nossos militares para não recuarem na pressão sobre o regime de Assad e para estarem preparados para a possibilidade da diplomacia fracassar”.

Um recuo estratégico que evita um possível chumbo do congresso quando a opinião pública norte-americana está contra uma intervenção militar.

“Eu penso que não devemos atacar a Síria. Foi um tema que discutimos bastante nos últimos tempos em família e estou bastante desapontada. Não acho que devemos fazer isto. Eu adoro Obama e votei nele mas não concordo com o presidente”, afirma uma nova-iorquina.

“O Iraque provou que os nossos serviços secretos nem sempre fornecem as respostas corretas. Penso que temos que tentar todas as soluções antes de enveredar por uma ação militar”, afirma outro norte-americano.

O secretário de estado norte-americano John Kerry vai reunir-se com o seu homólogo russo na quinta-feira, em Genebra, para testar o novo consenso em torno do desmantelamento do arsenal químico de Assad. Até lá o voto do congresso sobre uma ação militar encontra-se suspenso pelo menos até à próxima semana.