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Barroso otimista sobre recuperação económica da UE apesar da "factura social" da austeridade

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Barroso otimista sobre recuperação económica da UE apesar da "factura social" da austeridade

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O presidente da Comissão Europeia prossegue a batalha contra o populismo e o risco de fragmentação dentro dos 28, depois do discurso de ontem sobre o estado da União.

Interrogado pela euronews sobre o balanço otimista da recuperação económica europeia e as críticas da oposição à “factura social” da crise e das medidas de austeridade, Durão Barroso justifica-se:

Prefiro concentrar-me sobre os pontos positivos porque penso que é importante criar confiança. A Europa está a fazer tudo o que pode com as ferramentas de que dispõe. Mas o que não podemos fazer é dar respostas com ferramentas que não temos. Por isso defendi com firmeza a Europa pois penso que é importante que os cidadãos saibam o que estamos a fazer, de forma coletiva, nomeadamente, no seio das instituições europeias.

euronews: Os eurocéticos e mesmo os extremos do espetro político ganham terreno um pouco por toda a Europa e prevê-se mesmo que possam arrebatar mais votos nas eleições europeias. Como é que explica este fenómeno?

Durão Barroso: É verdade que em situações económicas difíceis, nomeadamente com o desemprego, existe sempre a tentação do populismo. Da extrema-direita à extrema-esquerda, existe a tentação de manipular os sentimentos das pessoas, as angústias, as ansiedades e de tentar apresentar soluções simplistas para problemas complexos. Neste ponto conto com o empenho das forças pró-europeias neste combate.

euronews: O que pensa quando países como o Reino Unido e mesmo a Alemanha falam de repatriar poderes para o nível nacional. A senhora Merkel não é a menos pró-europeia dos líderes dos 28?

A ideia de renacionalizar as competências em geral é algo que pode ser bastante perigoso, e é aliás, habitualmente, uma fonte de divergências entre governos. Alguns não gostam da parte social e querem pôr fim à Europa social e isso não vai acontecer. Outros não gostam da parte ambiental e querem pôr fim às competências europeias em termos de ambiente. E por aí adiante. E isto não pode acontecer. O que é preciso é reduzir, se possível, a carga administrativa de todos os setores em que temos responsabilidades, mas evitando transformar este processo num combate ideológico que só pode contribuir para dividir uma vez mais os europeus neste momento em que os europeus não precisam de divisões mas de voltarem a unir-se sobre o essencial”.

O presidente da Comissão Europeia vai responder às perguntas dos europeus, num programa especial, a partir das 19h30 – hora de Lisboa (20h30CET) – em direto na euronews.