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Jonathas de Andrade na Bienal de Arte Contemporânea de Lyon

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Jonathas de Andrade na Bienal de Arte Contemporânea de Lyon

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77 artistas de mais de vinte países expõe as obras na Bienal de Arte Contemporânea de Lyon. Trata-se da décima segunda edição do evento que decorre de dois em dois anos na cidade do centro da França. Uma verdadeira maratona artística que não tem dado mãos a medir ao islandês Gunnar B. Kvaran, o comissário do evento.

“Ando a correr há quase dois anos, pelo mundo inteiro, para encontrar artistas, é essa a temática da bienal, a narração. Encontrámos artistas que nos contam histórias muito diferentes ao mesmo tempo, e cada história exprime-se de forma diferente”, explicou o comissário.

O artista brasileiro Jonathas de Andrade optou por uma abordagem documental e antropológica.

A exposição conta a história do fabrico de Negobom, um doce típico de Pernambuco.

“O trabalho retoma uma série de memórias e de coisas que dizem respeito à relação das pessoas, hoje, que tem razões históricas que muitas vezes a gente sente, mas não se dedica a se aproximar”, explicou Jonathas de Andrade.

Antoine Catala questiona a forma como o mundo digital altera a nossa relação com as imagens.

“Há uma correlação material entre a imagem, o objeto e a palavra. Todas as obras desta divisão fazem parte de um fluxo, imagem, objeto e palavra”, contou Antoine Catala.

O artista chinês Ming Wong trabalha em Berlim. É o autor de uma instalação vídeo de homenagem a três realizadores japoneses onde o próprio desempenha um papel. A preparação passou pelo estudo do kabuki, o teatro tradicional japonês.

“Tive de treinar para fazer o kabuki, aprender a língua japonesa e trabalhar com japoneses. Fiz um esforço, enquanto chinês, para explorar a identidade contemporânea do Japão”, explicou Ming Wong.

A ministra francesa da cultura foi uma das convidadas da abertura da bienal. Aurélie Filippetti falou na relação entre a arte contemporânea e o público.

“O artista propõe algo, não somos obrigados a concordar,é apenas uma proposta. Trata-se de uma questão de respeito pelo outro e uma mensagem positiva neste mundo materalista e utilitarista”, disse a ministra francesa.

A bienal de arte contemporânea de Lyon, em França, pode ser visitada até 5 de Janeiro.