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Síria: chefe militar dos rebeldes rejeita acordo de Genebra

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Síria: chefe militar dos rebeldes rejeita acordo de Genebra

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O chefe do Exército Livre Sírio rejeitou o acordo obtido por Moscovo e Washington e prometeu continuar a luta contra Damasco.

Desde o exílio, na Turquia, o general Salim Idriss, afirmou que o regime de Bashar al-Assad transfere há vários dias as armas químicas para o Líbano e para o Iraque.

O chefe do conselho militar supremo da oposição síria frisou que “não reconhece a iniciativa russa” e acusou a Rússia e Assad de “estarem a jogar, para desperdiçar e ganhar tempo para o regime criminoso de Damasco”.

Idriss acrescentou que os rebeldes vão “facilitar a missão dos investigadores [internacionais] no país, mas não haverá qualquer cessar-fogo com o regime”.

Se a oposição síria não ficou convencida, já o Reino Unido e a França saudaram o acordo obtido por John Kerry e Serguei Lavrov. O chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, frisou no entanto que Paris “decidirá a sua posição” em função do “relatório dos inspetores da ONU que será publicado na segunda-feira”.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, disse esperar que o acordo de Genebra impeça um novo recurso a armas químicas e “prepare o caminho para uma solução política que ponha fim ao terrível sofrimento do povo sírio”.