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Lehman Brothers: O que mudou cinco anos depois?

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Lehman Brothers: O que mudou cinco anos depois?

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Cinco anos volvidos sobre a falência do Lehman Brothers, ainda há o risco de uma nova crise e os responsáveis não foram punidos.

O colapso de um dos maiores bancos de investimento dos Estados Unidos, a 15 de setembro de 2008, transformou a crise das “subprimes” em crise financeira e económica mundial. Milhares de pessoas perderam o emprego e, para salvar o sistema bancário, os governos meteram a mão ao bolso, fazendo disparar as dívidas nacionais.

Richard Fuld, antigo presidente do Lehman Brothers, não foi acusado nem julgado. Hoje é consultor e vive confortavelmente. Tal como os outros antigos gestores, tenta manter-se longe das luzes da ribalta.

Quanto às mudanças nestes cinco anos, John Coffee, da faculdade de Direito da Universidade de Colombia, defende: “Houve alguns progressos, mas são modestos e desiguais. Não há dúvidas de que um certo número de instituições financeiras ainda é, de certa forma, “demasiado grande para falir”, com as suas ligações podem conduzir ao colapso de outras, podem fazer desmoronar o sistema e fazer-nos regressar à uma recessão ou depressão igual à de mil novecentos e trinta e dois”.

Nos últimos cinco anos, o G20 prometeu que “nenhum agente ou produto financeiro continuaria desregulado”.

Os bancos tiveram de aumentar os capitais próprios, mas têm grande margem de manobra em termos de risco. E ainda está por definir quem e como paga a fatura em caso da falência de bancos com atividades em vários países.

Na zona euro, a supervisão de 6 mil bancos foi atribuída ao Banco Central Europeu. Mas a união bancária está longe de estar terminada. Um membro do BCE considera que, apesar da calma nos mercados, ainda “é cedo demais para suspender o estado de alerta”.