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Obama deixa apelo ao Congresso no aniversário da crise

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Obama deixa apelo ao Congresso no aniversário da crise

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Foi com um apelo a um entendimento no Congresso, sobre o orçamento, que o presidente norte-americano marcou o quinto aniversário da falência do Lehman Brothers e o despoletar da crise financeira e económica mundial.

Barack Obama, tal como já tinha sido feito no fim de semana através de um relatório da Casa Branca, evocou as medidas implementadas nos últimos anos, mas garante que ainda há muito a fazer:

“Quando tomei posse, a economia contraía a um ritmo anual de mais de 8%. As nossas empresas perdiam 800 mil empregos por mês. Era uma verdadeira tempestade. Três anos e meio depois, as empresas criaram 7,5 milhões de novos empregos. A taxa de desemprego baixou, o mercado imobiliário está a recuperar, o nosso sistema financeiro é mais seguro, mas a história não terminou. Qualquer família da classe média, ou alguém que trabalha duramente para conseguir entrar na classe média, poderá dizer que ainda não estamos no ponto onde deveríamos estar. É nisso que temos de nos focar”.

Barack Obama acrescentou que “não vai negociar o aumento do teto da dívida”, porque seria uma “irresponsabilidade não pagar as dívidas” e um “default” dos Estados Unidos criaria uma onda de choque e deitaria a perder o trabalho dos últimos cinco anos.

Segundo o Tesouro dos Estados Unidos, a resposta à crise após a falência do banco Lehman Brothers, com o resgate de bancos, grandes instituições e construtores automóveis, evitou uma catástrofe.

Apesar dos resgates terem feito subir a dívida, o Tesouro estima que o governo já recuperou quase todo o dinheiro público usado, tendo no final mesmo realizado lucros . Dos 350 mil milhões de dólares investidos, já recuperaram 422 mil milhões.

O relatório evoca ainda o sucesso do resgate à indústria automóvel, as ajudas que permitiram estabilizar o mercado imobiliário, através por exemplo, a renegociação das hipotecas de milhares de famílias.