Última hora

Última hora

Aaron Alexis: atirador de Washington tinha sido expulso da marinha por "comportamento incorreto"

Em leitura:

Aaron Alexis: atirador de Washington tinha sido expulso da marinha por "comportamento incorreto"

Tamanho do texto Aa Aa

Dezenas de habitantes de Washington realizaram, esta noite uma vigília, em nome das 12 vítimas do tiroteio de ontem num edifício da marinha de guerra na cidade.

Um incidente que volta a relançar o debate sobre o porte de arma no país. As primeiras conclusões da investigação apontam para um ato isolado de um homem com perturbações psicológicas, ataques de fúria frequentes e uma arma transportada em permanência.

Aaron Alexis, de 34 anos, foi abatido durante o ataque de ontem depois de alvejar dezenas de pessoas dentro do edifício 197 da marinha de guerra.

Recentemente convertido ao budismo, Aaron contava com um vasto cadastro criminal, detido por três vezes, no passado, por incidentes com armas de fogo.

Um antigo colega dos tempos em que Aaron trabalhava como empregado de mesa num restaurante tailandês, afirma, “ele nunca mostrou sinais de ira ou violência, mas uma pessoa nunca sabe com quem está a lidar, talvez estivesse deprimido, talvez por causa do trabalho ou por outra razão qualquer”.

Originário do bairro de Brooklyn, Aaron tinha-se mudado recentemente para Washington para trabalhar como informático no edifício da marinha.

O cunhado, Anthony Little, explica a reação da família:

“Bem eu não estava com eles quando receberam a notícia, mas quando cheguei aqui estavam bastante nervosos e preocupados. Alguns choravam. Não estavam à espera desta situação e foi muito duro para eles. Mas neste momento estão preocupados com as vítimas deste tiroteio, pois são mais vidas perdidas num ato totalmente desnecessário”.

Fontes militares afirmam que o atirador teria sido expulso da marinha há dois anos por comportamento incorreto, depois de ter utilizado uma arma de fogo durante uma discussão com um vizinho.

O incidente relança o debate sobre os critérios de atribuição de licenças de armas de fogo, recentemente reforçados por iniciativa de Barack Obama, na sequência dos recentes tiroteios em várias escolas primárias e liceus do país.

Os defensores das armas de fogo pedem, por seu lado, um reforço dos controlos de segurança dentro dos edifícios sensíveis, como o da marinha de guerra, em Washington, que não dispunha de qualquer detetor de metais à entrada.